Imunização infantil · Artigo

Pentavalente acelular: quando ela entra no lugar da hexavalente

A pentavalente acelular é a hexavalente sem o componente da hepatite B. Ela existe para os momentos em que essa proteção já está resolvida por outro caminho, e usá-la evita repetir um componente sem necessidade. Este texto explica quando ela entra, por que não é a mesma pentavalente do posto e como a alternância funciona na prática. Para pais que já começaram o esquema do bebê.

Revisão técnica: Dr. Joelson Reis Ciacci · CRM-MG 18295 · RQE 10983
Publicado em 26/07/2026

Mulher e criança de cerca de 18 meses sentadas em sala de espera de clínica, à luz natural, com os rostos suavemente desfocados
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A mesma vacina, menos um componente

A pentavalente acelular protege contra cinco doenças em uma aplicação: difteria, tétano, coqueluche, poliomielite e as infecções graves causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b.

É a mesma composição da hexavalente, sem a hepatite B.

O componente da coqueluche é acelular, feito com partes da bactéria. É uma vacina inativada, aplicada no músculo, e não tem como causar as doenças contra as quais protege.

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Por que existe uma versão sem hepatite B

Não é uma versão reduzida por economia. É uma peça pensada para um encaixe.

A hepatite B tem esquema próprio no calendário, e ele começa na maternidade, nas primeiras horas de vida. As doses seguintes vêm dentro das combinadas do primeiro semestre.

Quando esse esquema já está contemplado, aplicar mais uma dose do componente não acrescenta proteção. A pentavalente acelular existe exatamente para esse momento: entrega as cinco proteções que ainda fazem falta, sem repetir a que já está feita.

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Ela não é a pentavalente do posto

Duas vacinas, o mesmo nome, composições diferentes. É o erro mais comum nessa conversa.

O nome conta quantas proteções vêm juntas, não quais. Nenhuma das duas deixa lacuna: o calendário de cada rede prevê o encaixe do que falta. No SUS, a poliomielite vem em dose separada.

As duas pentavalentes
Pentavalente do SUSPentavalente acelular
Difteria, tétano e Haemophilus influenzae bSimSim
Componente da coquelucheCélulas inteirasAcelular
Hepatite BSimNão
PoliomieliteNão, aplicada em separadoSim, dentro da combinada
Onde se encontraRede públicaRede particular
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Quando ela entra, na prática

Dois cenários concentram o uso.

No meio da série primária. É comum a criança receber hexavalente aos 2 e aos 6 meses e pentavalente acelular aos 4, porque nessa dose intermediária a hepatite B não é necessária. Não é regra, é um arranjo frequente.

No reforço do segundo ano. No reforço previsto entre 15 e 18 meses, a hepatite B já está completa. Aí a apresentação de cinco é a que faz sentido.

O que define o encaixe é a caderneta, não uma tabela fixa. A avaliação verifica quantas doses de cada componente a criança tem e escolhe a apresentação que completa o que falta.

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Alternar entre as duas não é problema

A pergunta que costuma vir junto é se trocar de apresentação atrapalha o esquema.

Não atrapalha. A hexavalente e a pentavalente acelular podem se alternar dentro do mesmo esquema, e a conta é feita por componente, não por embalagem.

A orientação geral é manter o mesmo produto sempre que possível, mas o intercâmbio entre apresentações está previsto e é usado com frequência.

Quem começou no posto também pode continuar na rede particular. As doses já aplicadas contam, nada recomeça, e o que muda é apenas qual apresentação completa o que falta.

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Até que idade ela é usada

A pentavalente acelular acompanha a primeira infância, não vai além dela.

O calendário prevê o primeiro reforço entre 15 e 18 meses e o segundo entre 4 e 5 anos. Depois disso, a proteção contra difteria, tétano e coqueluche continua, mas com outra apresentação, a versão do tipo adulto, aplicada na fase escolar e repetida ao longo da vida.

O limite superior de idade varia conforme o produto, e a definição sai da avaliação, considerando a idade da criança e o que falta no esquema.

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Quem não deve tomar, e o que esperar depois

Não deve ser aplicada em quem teve reação alérgica grave a uma dose anterior ou a algum componente, nem em crianças que apresentaram encefalopatia nos sete dias seguintes a uma dose anterior de vacina com componente da coqueluche.

Diante de febre alta, a aplicação é adiada até a melhora.

Nos dias seguintes é comum haver dor, vermelhidão e inchaço no local, além de febre, irritabilidade, sonolência e queda do apetite. Costuma ser passageiro, e o componente acelular tende a produzir reações mais leves que a versão de células inteiras.

Pode ser aplicada na mesma visita que outras vacinas do calendário, sem necessidade de intervalo.

Na clínica · Dermocentro

Na Dermocentro, em Varginha, a indicação de qualquer vacina passa por avaliação médica antes da aplicação. Nessa avaliação entram o histórico de doses, as condições de saúde, os medicamentos em uso e o momento de vida de cada pessoa, e é isso que define o que se aplica ao seu caso. A aplicação é feita por equipe capacitada, em sala de vacinas com cadeia de frio monitorada.

Perguntas frequentes

Sobre este artigo

A pentavalente acelular não tem o componente da hepatite B. No restante, a composição é a mesma.

A do SUS tem hepatite B e não tem poliomielite, que ali é aplicada em separado, e usa a coqueluche de células inteiras. A da rede particular é o contrário, com poliomielite e sem hepatite B, e coqueluche acelular.

Não. Essa proteção vem pelo esquema próprio, que começa na maternidade. A pentavalente acelular entra quando ele já está contemplado.

Dá. A conta é feita por componente e o intercâmbio está previsto. A avaliação define a ordem.

Pode. As doses aplicadas contam e a avaliação define o que falta, com a caderneta.

Serve, e é um dos momentos em que ela mais faz sentido, porque nessa altura a hepatite B já está completa.

Acompanha a primeira infância. Depois dos reforços previstos, a proteção continua com outra apresentação. O limite exato sai da avaliação.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica. A indicação de vacinas, o intervalo entre doses e as contraindicações são definidos individualmente, em consulta. As informações sobre imunizantes seguem as bulas aprovadas pela Anvisa e as recomendações das sociedades médicas brasileiras.

Fontes:

Sociedade Brasileira de Imunizações (Calendário de Vacinação SBIm Criança 2026/2027 e comentários sobre tríplice bacteriana e Haemophilus influenzae b), Ministério da Saúde e Programa Nacional de Imunizações, Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

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