Vacina pneumocócica conjugada
Indicada para a prevenção de doenças causadas pelo pneumococo, como pneumonia, meningite e infecção generalizada.
Falar no WhatsAppO que é a vacina pneumocócica conjugada e contra o que protege
O pneumococo é uma bactéria comum, que muitas pessoas carregam no nariz e na garganta sem adoecer. O problema aparece quando ela avança para o pulmão, para as meninges ou para a corrente sanguínea, causando pneumonia, meningite ou infecção generalizada. Esse conjunto é chamado de doença pneumocócica invasiva.
Existem dois tipos de vacina contra o pneumococo, e eles não funcionam da mesma forma. As conjugadas ligam o antígeno a uma proteína, o que gera memória imunológica e resposta mais duradoura. As polissacarídicas cobrem mais sorotipos, com resposta menos duradoura, e a de 23 sorotipos não está mais disponível na rede privada, conforme registra a Sociedade Brasileira de Imunizações. As versões conjugadas também se distinguem entre si pelo número de sorotipos que cobrem.
É uma vacina inativada, aplicada no músculo. Não contém bactéria viva e não tem como causar a doença.
Quem deve tomar a vacina pneumocócica conjugada
A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda a vacinação de rotina a partir dos 50 anos, com dose única da versão conjugada.
Antes dos 50 anos, a indicação existe em qualquer idade para quem tem alguma condição que aumenta o risco de doença pneumocócica, como doenças crônicas do coração, do pulmão, do fígado ou dos rins, diabetes, e situações que comprometem a imunidade.
Em crianças, o esquema segue o calendário infantil e pode começar a partir das 6 semanas de vida. O número de doses é definido pela idade em que a vacinação começa e pelo que já consta na caderneta. A clínica aplica a série infantil, incluindo os casos de quem começou na rede pública e precisa completar.
Na rede pública, a versão conjugada de vinte sorotipos passou a ser oferecida em 2026, substituindo as anteriores. Ela está no calendário da criança, até antes dos 5 anos. No adulto e no idoso, a oferta pública é restrita a grupos definidos: pessoas a partir de 60 anos ainda não vacinadas que vivem acamadas ou em instituição, povos indígenas a partir de 5 anos, e as indicações dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, mediante encaminhamento.
O adulto a partir dos 50 anos e o idoso que mora em casa, fora desses grupos, têm indicação de rotina pela Sociedade Brasileira de Imunizações e não encontram a vacina na unidade básica.
Esquema de doses
Para quem nunca se vacinou contra o pneumococo, é uma dose única da versão conjugada.
Quem já tomou alguma vacina pneumocócica antes não recomeça o esquema. As doses aplicadas contam, e existe um intervalo mínimo a respeitar antes da próxima. Esse intervalo muda conforme qual vacina foi tomada: cerca de um ano depois da polissacarídica, e cerca de dois meses depois de uma versão conjugada anterior.
É por isso que vale levar a caderneta ou o comprovante da dose anterior. A avaliação médica define o que ainda falta no seu caso, o intervalo a cumprir e se há indicação de complementar o esquema com mais de uma vacina pneumocócica.
A clínica trabalha com mais de uma apresentação conjugada, que cobrem números diferentes de sorotipos. Qual delas é a indicada depende da idade e do histórico de vacinas, e quem define é o médico, na avaliação.
O que esperar
As reações mais comuns são locais, com dor, vermelhidão e inchaço no braço. Podem aparecer dor muscular, cansaço e febre baixa nos primeiros dias.
São passageiras e costumam durar pouco.
Segurança e contraindicações
Não deve ser aplicada em quem teve reação alérgica grave a um componente da fórmula ou a uma dose anterior. Diante de doença aguda com febre, a aplicação é adiada até a melhora.
Por ser uma vacina inativada, pode ser usada por pessoas com a imunidade comprometida, que estão justamente entre as que mais se beneficiam. O momento da aplicação, nesses casos, é definido pelo médico.
Pode ser aplicada no mesmo dia que outras vacinas indicadas para a idade. A avaliação médica antecede a aplicação.
Sobre esta vacina
Sim. A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda a vacinação de rotina a partir dos 50 anos, independentemente de haver doença crônica. Antes dessa idade, a indicação existe para quem tem condição de risco.
Depende da situação. Na rede pública, a vacina pneumocócica alcança as crianças até antes dos 5 anos e, no idoso, um grupo definido: quem ainda não foi vacinado e vive acamado ou em instituição. Quem tem 60 anos ou mais e mora em casa, fora dessa condição, tem indicação de rotina pela Sociedade Brasileira de Imunizações e não encontra a vacina na unidade básica.
Pode precisar, e as doses já tomadas contam. O que foi aplicado no posto depende do ano e da idade em que você se vacinou, porque a vacina oferecida na rede pública mudou em 2026. Existe um intervalo mínimo a cumprir antes da próxima dose, definido na avaliação a partir do seu comprovante.
Para quem nunca se vacinou, é uma dose única. Quem já tomou alguma vacina pneumocócica antes pode precisar de complementação, e o esquema é definido na avaliação conforme o histórico.
Tem. As versões conjugadas disponíveis cobrem números diferentes de sorotipos, e não existe uma que sirva para todo mundo: a escolha depende da idade e do que já foi tomado antes. Quem define é o médico, na avaliação, e o número de doses sai dessa mesma conversa.
Aviso. As informações desta página são educativas e seguem as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações. A indicação, o momento e o esquema de doses são definidos na avaliação médica individual.
Para saber se a vacina pneumocócica conjugada é indicada para o seu caso, leve a caderneta e fale com a equipe pela avaliação.
Falar no WhatsAppA aplicação é precedida de avaliação médica. Conheça os médicos da Dermocentro Vacinas.
Revisão médica: Dr. Joelson Reis Ciacci · CRM-MG 18295 · RQE 10983 · 18/09/2026
A indicação e a conduta de cada caso são definidas individualmente em avaliação presencial.